2012 in review

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2012 annual report for this blog.

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600 people reached the top of Mt. Everest in 2012. This blog got about 2,500 views in 2012. If every person who reached the top of Mt. Everest viewed this blog, it would have taken 4 years to get that many views.

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Último dia em Kaiserslautern

A minha lista de tarefas a serem realizadas antes de ir embora não era pequena, mas consegui realizar tudo pela manhã. A tarde, ainda tive de fazer minha apresentação final ao grupo do DFKI o qual tive a grande satisfação de trabalhar. Após a apresentação, tivemos bolo de despedida minha, do Franck e do Miguel, outros colegas que estavam indo embora do DFKI.

Mas, o dia ainda não havia terminado. Futebolzinho do DFKI, que me gerou, pela primeira vez, uma torção forte no pé direito, que eu tenho de aguentar a dor até minha chegada ao Brasil. Mais, janta no Unique, o local em que tive a primeira refeição em Kaiserslautern e onde escrevi o primeiro post da minha jornada na Alemanha. Minhas amigas Seher e Ayşe, Antonio (Venezuelano), Daniel (Alemão), Hiroshi (Japonês), Frank e Ludovic (franceses), e claro, meus amigos Christiano (Brasileiro) e Pablo (Espanhol).

Eu ainda não havia terminado de empacotar minha bagagem, mas quase todos ainda me convenceram de curtir mais alguns momentos juntos. Então, entendi o motivo. Seher e Ayşe fizeram um vídeo dos momentos meus em Kaiserslautern. Pablo me deu um artefato que ele usa desde sua infância, para que um dia eu possa conhecer sua cidade, Zaragoza. Ouvi verdadeiros depoimentos sobre mim mesmo, ali mesmo, ao vivo, na casa das minhas amigas turcas. Ao mesmo que isso tenha sido extremamente emocionante, tornou meu retorno ao Brasil um tanto difícil, pois sei que nunca mais morarei na mesma cidade que todos aqueles que fizeram parte da minha experiência em Kaiserslautern neste período de 6 meses.

Ficou combinado que Dona Therezinha, Gian e Ruff ficaram de mu buscar no Galeão. As fortes dores no pé direito me impedem de ficar ansioso, apenas me deixando preocupado se conseguirei fazer tudo a tempo no aeroporto de Frankfurt. Está ocorrendo uma greve por lá, mas espero que tudo ocorra bem.

Ao escrever este post, estou nos meus últimos 15 minutos no apartamento que morei durante todo o período e não tenho muito tempo para fazer uma análise detalhada de tudo que aprendi. No Brasil, farei um post um pouco mais elaborado sobre as experiências que tive a oportunidade de viver na Alemanha. Nas próximas horas, estarei offline, por longas horas. Espero que dê tudo certo no meu retorno.

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Roma: terceiro, quarto e quinto dias

Dias da conferência Visapp 2012. Depois de dias cansativos, pude ter dias mais calmos. Ir a uma conferência da área de pesquisa é algo que recarrega as baterias para continuar com a tese. Encontrar vários pesquisadores que trabalham na mesma área e que fazem trabalhos relacionados, de fato, foi algo que pude experimentar pela primeira vez, em Roma.

Também, tem um lado que não é tão interessante que é ter de explicar o que faço, pelo menos, umas 20 vezes, mas faz parte do contato com demais pessoas da área. No entanto, o que mais me surpreendeu foi deparar-me com a grande quantidade de estudantes de pós-graduação com nacionalidade chinesa. Eles estão por todos os lados.

A impressão que tive é que eles ainda tem muita dificuldade no mundo ocidental, principalmente referente ao idioma e procedimentos burocráticos. Pelo menos 3 vezes, eu desisti de prestar atenção na apresentação de trabalhos cujos autores eram chineses pois, apesar de eu não ter um inglês muito bom, ainda assim, é muito melhor que o deles. Na verdade, percebi que a maioria dos espectadores estavam na mesma situação do que eu. Um trabalho é julgado pela parte escrita, e não pela apresentação, o que está totalmente correto. Porém, a apresentação que não chama a atenção do público passa a não ser tão interessante na conferência.

Ainda durante a conferência, tive de preparar a apresentação final para o grupo do DFKI, que encerraria a minha participação nesta estadia na Alemanha.

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Roma: segundo dia

Ainda exausto dos dias anteriores, eu mantive em mente o pensamento: “são meus últimos dias na Europa, nesta estadia. Tenho de aproveitar!”. Acordei cedo e fui para a minha longa caminhada pelas ruas de Roma. O indiano me mandou uma mensagem sms, dizendo que estaria na frente do Coliseu as 10 horas da manhã, mas só recebi a mensagem quando eu já estava a caminho e cheguei as 9 horas. Esperei por uma hora e nada, então entrei sozinho, mesmo.

Fotos, correria, passeio audio-guiado e encontrei um casal de conhecidos de Santa Maria dentro do Coliseu. Anos distantes separavam a última vez que eu havia encontrado o casal Priscila (colega dos tempos de Colégio Santa Maria) e Gustavo (colega dos tempos de basquete, no Corintians de Santa Maria).

A caminhada de dia inteiro teve a seguinte seqüência: Coliseu (com Arco de Constantino, Areo de Tito e Palatino), Monumento a Vittorio Emanuele II, Campidoglio, Teatro Marcello, depois (seguindo a Via del Corso) Fontana di Trevi, Pantheon, Palazzo Navona, Palazzo Chigi, Piazza di Spagna, Piazza del Papolo, Palazzo di Giustizia, Castelo Sant’Angelo e Basilica di San Pietro.

A estratégia adotada era de ir ao local, bater fotos, curtir uns 10 minutos e “corre, véio”. Ao chegar na Piazza di Spagna, o indiano me ligou, onde nos encontramos e pudemos trocar mais idéias. “Figuraça”, total! Programador, artista e diretor de cinema, ele esteve em Roma para buscar inspiração para o seu novo roteiro, pré-aprovado por uma produtora.

Infelizmante, não tive tempo de entrar no Museu do Vaticano que, se bem me lembro, é monstruoso, mas conseguir circular em tantos lugares desta cidade histórica já foi uma vitória. Antes de vir para cá, ouvi dizer que Paris era imperdível, e acredito que realmente é, mas Roma, na minha opinião, é mais interessante. Eu dedicaria uma semana para passear em Paris e duas semanas para passear em Roma, para passear, estudar e curtir a cidade mais detalhadamente. Tudo nesta cidade é impressionante. Ruínas por todos os lados, estruturas colossais de mais de 1000 anos, ainda em pé. Impressionante demais!

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Roma: primeiro dia

Acordei as 5h30min da manhã para pegar o ônibus que me levou a estação de trem, que passaria próximo do GuestHouse, pontualmente, as 6h36min. Tudo certo no primeiro trem, que partiu, pontualmente, as 7h27min. Em Mannheim, me preocupei. O próximo trem, que me levaria ao aeroporto de Frankfurt, estava 50 minutos atrasados e achei que perderia o vôo. Cheguei no último minuto para o check-in e ainda teria de ir ao portão A38. O detalhe é que o setor A vai até o 50, mas ainda existem os setores B, C, D, E, F, G, H e Z, todos até 50. Os aeroportos do Galeão e Guarulhos finalmente ficaram com tamanho insignificante, na minha cabeça. E seremos sede da Copa e das Olimpíadas!!!

Ao chegar em Roma, fiquei sabendo que eu estava distante da cidade, pois o aeroporto fica bastante afastado. Peguei um ônibus, em direção ao centro da cidade, sem fazer a menor idéia de onde estava indo e ainda teria de ir para chegar ao Hotel. No caminho até o centro, ouvi uns brasileiros, que perguntei como eu faria para chegar ao Hotel. O local era longe, mas eles me ajudaram a negociar o táxi até o meu destino. Ainda eram 15 horas, eu estava exausto, mas tinha de aproveitar para conhecer um pouco de Roma. A conferência começou na sexta-feira, mas pude ir dois dias antes para passear.

Me informei no Hotel, peguei um ônibus até a estação de metrô mais próxima e fui ao Vaticano, mais precisamente, na Basílica di San Pietro, posteriormente passando pelo Castelo Sant’Angelo e Palazzo di Giustizia. Anoiteceu e fui jantar em um pequeno restaurante, onde não havia lugar para todos se acomodarem. Sendo assim, um indiano-americano dividiu a mesa comigo, onde conversamos e trocamos contato para ir as ruas no próximo dia.

Considerações: a pessoa que for para Roma tem que estar convencida que não será fácil se virar apenas com o idioma inglês. Porém, o ser brasileiro é uma grande vantagem. Saí falando nas ruas um português vagaroso, misturando com espanhol e algumas expressões em italiano que se aprende na televisão. Podem acreditar que FUNCIONA. Ainda que os italianos saiam falando naturalmente, como se você soubesse tudo de italiano, é muito possível de se compreender quase tudo que se fala. O mesmo acontece na situação oposta. Eles compreendem muito bem o português. Mais, posso ligar a televisão e colocar em qualquer canal que poderei compreender as notícias. Claro que não entendo palavra por palavra, mas o conteúdo é 100% compreensível

A seguir, uma foto da Basílica di San Pietro. Observem tudo que está dourado na foto… é ouro.

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Carnaval, aniversário e gravações

Após chegar ao Heimbar, fiquei sabendo que alguns amigos aguardavam a minha chegada para podermos colocarmos a conversa em dia. Foi muito legal saber que o pessoal estava me aguardando. O Heimbar me faz lembrar um pouco dos tempos de Santa Maria, onde eu frequentava os mesmos lugares nos mesmos dias da semana e, ao encontrar as mesmas pessoas, eu me sentia em casa.

Ludovic, André, Seher, Ayşe e PabloPablo me convenceu que “a boa” era ir para colônia, curtir o carnaval de lá. Viajei por 3 dias na Holanda, cheguei e fui ao bar e o Pablo ainda me disse que eu deveria ir ao carnaval. Péssima idéia, né? Pois é, apesar de eu ficar no Heimbar até as quatro e meia da manhã, as sete horas eu estava acordado para pegarmos quatro trens até Colônia. Outra vitória contra o relógio, juntamente com o Pablo.

Assim como a Oktoberfest de Munique, acredito que a ida valeu para dizer que fui. Quase todos fantasiados, bebendo e se divertindo, mas não teve desfiles e nem festas por todos os lados. As festas aconteceram em clubes fechados. No entanto, quero destacar que o carnaval de Colônia é bom na segunda-feira, já que acontecem os desfiles e as festas a céu aberto. Tive de ir no sábado pois, era o único dia disponível para ir. No domingo, seria o meu aniversário.

O dia do meu aniversário era o único que eu tinha para limpar todo o apartamento e deixá-lo pronto para a entrega. Mesmo com 9 dias de antecedência, eu precisava fazer isso pois, os próximos dias seriam de trabalho no DFKI e viagem a Roma. Passei toda manhã limpando o apartamento feito um doido. Ainda assim, a noite estava reservada para uma comemoração do meu aniversário com os amigos e despedida minha, do Franck (meu colega de sala) e dos egípcios.

Os outros dois dias foram de preparação e gravação de instruções do Jecripe em turco e alemão. Fiz as meninas trabalharem “pra caramba”. Quase cinquenta instruções do jogo, sendo que era aniversário de uma das turcas, a Seher. Aliás, agradeci demais as meninas que me ajudaram com as instruções, são elas: Sarah (alemã), Seher e Ayşe (turcas). O Pablo ainda conseguiu convencer uma amiga dele a gravar as instruções em espanhol, em Madrid. A noite, tive de ir a comemoração do aniversário da Seher. O dia seguinte foi a viagem a Roma.

 

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Delft, Utrecht e Eindhoven

Mal cheguei de viagem de Paris, já tive de correr para me organizar a visitas a trabalho para a Holanda. Desta vez, sem tempo para visitas turísticas, fui a Delft, Utrecht e Eindhoven.

Em Delft, fui visitar o Professor Rafael Bidarra, Professor da TU Delft e amigo do meu orientador Professor Esteban Clua, além do seu orientando Ricardo Lopes. Em 2008, quando eu recém havia ingressado no doutorado, eu estava com muita vontade de realizar um periodo for a do Brasil e o Professor Bidarra foi um dos primeiros que contactei porém, de lá para cá, muitas coisas mudaram. Ainda assim, o professor, que é português, não esqueceu daquele contato de mais de tres anos atrás e me convidou para a visita. Além da visita, fui ao Symposium Chalenges for Serious Gaming Research, em Utrecht sobre jogos sérios, que me interessa muito, devido ao fato de eu coordenar do Jecripe. O evento ocupou o dia inteiro.

Fiquei hospedado em um Hostel em que tinha capacidade de 24 pessoas em um mesmo quarto, por 19 € por perneite. Felizmente, como a temporada está baixa, dividi o quarto com mais tres outros colegas, um deles é mexicano. De imediato, combinamos de tomarmos uma cerveja em um bar, onde ele contou a sua história de vida. Trata-se de um ex-jogador de futebol do Cruz Azul, onde ele jogou com o ex-volante do São Paulo, o Pintado, além de atuar com o jogador da seleção italiana Camoranesi. Algumas vezes, me permito ter experiências antropológicas e essa foi mais uma. Trocar idéias com alguém que teve seu nome cantado por mais de 120.000 torcedores no Estádio Azteca.

No ultimo dia, uma apresentação na Universidade de Eindhoven, a pedido do Esteban. Apresentação de slides criada pelo próprio Esteban, com conteúdo que eu pouco conhecia me deixou pasmo com a quantidade de informações a serem expostas. A apresentação começou as 14h30min e acabou as 15h40min. Havia um trem as 16 horas e, mais uma vez, iniciei outra luta contra o relógio. Chequei os horários, os imprimi, me despedi de todos e corri para a minha jornada de cinco trens em cinco horas e meia de viagem. Mais outra vitória contra o relógio.

Por falar em vitória contra o relógio, ao chegar em Kaiserslautern, em torno das 22 horas, peguei o ônibus e, quem eu encontro no mesmo? Claro, o maior parceiro de vitórias contro o relógio, Pablo. Claro que, 30 minutos depois, estávamos no Heimbar, novamente.

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